quarta-feira, 10 de novembro de 2010



Vista Aérea do Mangal das Garças
Borboletário
Casa das Onze Janelas

Estou fazendo um trabalho em Belém.
É justo que eu divida com vocês as belezas dessa terra.
Mangal das Garças
Belém - PA

quarta-feira, 22 de setembro de 2010






longo e tenebroso inverno

Depois de três meses cá estou!
De Belém cheia de novidades  e dando um novo impulso ao nosso blog. 
Aguardem!!!!!!!!!!! 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pão de Queijo


Gente, quero testar novas receitas de pão de queijo!
Quem tiver mande.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ECOBAGS

foto divulgação

Deixar de usar sacolas plásticas faz diferença? Há alguns anos decidi que sim, mesmo não tendo na época  muitas informações e nem conhecimento sobre o assunto. A decisão veio quando resolvi contar em números as sacolas que entravam em casa. Em menos de um mês já tinha contado mais de duzentas. Não esperei terminar o mês, e determinei que iria mudar. Comprei sacolas duráveis, deixei de aceitar sacolinhas em supermercados, farmácias e feiras. Mas não pensem que foi ou tem sido fácil. É uma luta diária fazer com que todos se acostumem com a mudança e entendam que depende e muito de cada um de nós. Não podemos ter uma visão distorcida sobre a nossa contribuição para a preservação do meio ambiente e achar que só grandes ações governamentais e de Ongs fazem a diferença. Os números são estarrecedores: hoje já se sabe que o mundo consome 500 bilhões de unidades por ano, o que significa um milhão por minuto. Segundo a (Abras), Associação Brasileira de Supermercado, só no Brasil são consumidas 12 bilhões de sacolas por ano. Basta pensar nestes números para não desistir.

sábado, 29 de maio de 2010

Transposição do Rio São Francisco

Não sei se é pôr lenha na fogueira, mas gosto de discutir e pensar sobre este assunto. Li  na revista "Terra Mãe"que o governo federal está iniciando as obras do projeto de transposição do Rio São Francisco para outros rios. De acordo com o projeto, 60 metros cúbicos de água,  por segundo, serão transferidos do Velho Chico para outros rios e açudes do sertão nordestino.
Para alguns geólogos e estudiosos o projeto é viável, desde que se mantenham níveis restritos que não prejudiquem o rio. Outros são favoráveis porque existe no projeto a previsão de investimentos na revitalização do velho e doente Chico.
Por outro lado, a grande maioria de ambientalistas e de nações indígenas é contra. Dizem que a transposição só irá aumentar a agonia do rio. Alegam que a construção de cisternas que captam água da chuva  seria mais barato e eficiente para abastecer uma quantidade maior de pessoas.
Os estados mais beneficiados serão a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Ceará.
Os mais prejudicados, Minas Gerais, Bahia, Alagoas e Sergipe.
 Não tenho opinião formada, mas não podemos fugir à responsabilidade de pensar no assunto. O certo é que por princípio sou contra mudanças tão drásticas.
É... muita água ainda vai correr no leito destas  discussões.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bolindo de chuva de enrrolar - Direto de João Monlevade-Minas Gerais

A cidade teve origem no início do século XIX, quando chega ao Brasil, o engenheiro de minas Jean Antoine Felix Dissendes de Monlevade. Ele veio a mando do governo francês com a missão de estudar os recursos minerais do lugar.
Não sei o resto da história mas seguramente é de lá o melhor bolinho de chuva que conheço.
A receita foi enviada pelos amigos Domingos e Angélica.


INGREDIENTES:
01 colher(sopa) de manteiga
03 ovos
02 copos(americano) de açúcar
01 colher(sopa) de pó Royal
01 copo(americano) de leite
Farinha de trigo até o ponto de enrolar( mais ou menos ½ KG)
MODO DE PREPARO:
Misturar todos os ingredientes juntos e ir colocando mais farinha de trigo até o ponto de não grudar mais nas mãos. Enrolar da forma que quiser e fritar em óleo não muito quente. Depois de frito, passar no açúcar refinado misturado com canela em pó
Segundo Angélica, "o segredo está na temperatura do óleo. Se o óleo estiver muito frio, o biscoito ficará encharcado e se o óleo estiver muito quente, o biscoito não cozinhará por dentro. Controlar a temperatura e ir provando até praticar. 
É bom porque enquanto isso a gente come bastante."

Vou seguir os seus conselhos amiga srsr

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um Peixe Chamado Filhote

Apaixonei-me por Belém à primeira vista.
Pela comida, pelos cheiros, por ser uma cidade que respira cultura e porque se orgulha de tudo que é.
Fiquei tão alucinada, que uma amiga disse que meu quarto parecia uma filial do mercado "Ver-o-Peso".
Comprei de tudo: pimetas de cheiro e cumari, maços de jambu, litros de tucupi, castanhas, goma de mandioca, camarões secos, farinha amarela e até sorvete de taperebá. Aliás, chegou aqui sem derreter.
Mas o que me colocou de joelhos foram as diversas versões de receita com o peixe filhote que comi na cidade. Não importa o lugar, desde botecos até restaurantes estrelados, o filhote reina absoluto. É um peixe de água doce na verdade se chama Piraíba mas sua carne só é boa, quando ele é filhote( até 60 kilos). Por isso o nome. 
É um peixe de pesca protegida e não é comum no sudeste do país. Sua carne é tenra e branquinha.Grelhado ou ensopado, ele é muito bom.

              MOQUECA DE FILHOTE
 
foto Walkiria

INGREDIENTES:

500 grs de filhote
sal a gosto
1/2 limão
4dentes de alho
1 cebola picada
1 tomate picado
1 pimentão verde
1 batata grandes cortada em cubos
11/2 xícara de chá de tucupi
Pimenta
2 colheres de sopa de goma de tapioca
500 grs de camarão
2 colheres de sopa de cebolinha, salsinha
1/3 do maço de jambu

MODO DE FAZER:

Tempere o peixe já cortado em postas e deixe descansar um pouco.
Envolva o peixe com todos os outros temperos. Refogue a cebola o tomate e o pimentão e a pimenta picados e junte o peixe, a batata em cubos e o tucupi. Engrosse com a goma da tapioca diluída em água e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos.Cinco minutos antes de desligar coloque os camarões.
Jogue por cima o cheiro verde picado, tampe por 3 minutos  e sirva com arroz e mais pimenta.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Um Pouquinho de Brasil por Duda Amorosino

Polvilho de Araruta

Vi no blog da Neide Rigo a foto de uma  raiz de araruta.
Pouca gente fala ou conhece araruta hoje em dia.
No interior de Goiás, de onde vim, os biscoitos mais finos era feitos com ela.
Infelizmente, a indústria de alimentos ao invadir as nossas cozinhas substituiu o polvilho de araruta pelo de mandioca, pela farinha de trigo ou de milho.
 Prá quem não conhece, araruta é um turbeculo do qual se extrai um polvilho leve, fácil de digerir e sem glúten. Ela é nativa da América do Sul e sua planta é uma touceira baixa, que dá uma flor branca.
Há alguns anos pesquisadores da EMBRAPA  lançaram uma cartilha ensinando como plantar e cultivar a araruta, na tentativa de resgatar esse costumes.
Se vc tem quintal, sítio ou fazenda porque não experimenta? Nada é mais gratificante do que ver a força de um broto surgindo verdinho em folha.

Mané Pelado

Existem muitas receitas desse bolo de mandioca conhecido por Mané Pelado.
Essa vem direto de Goiás e nos acompanha há muitas gerações.

INGREDIENTES
1 xícara de chá de leite
1 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de de manteiga
6 ovos
1 prato fundo de mandioca ralada e torcida no pano
1/2 prato de queijo minas ( curado) ralado
50 gramas de coco fresco ralado ou um pacotinho.

MODO DE FAZER
 Bata o açúcar, as gemas, e a manteiga até a massa ficar clarinha.
Adicione os outros ingredientes e por ultimo as claras em neve.
Colocar em forma baixa untada
.O tempo de cozimento, depende de cada forno.Como diz uma grande cozinheira de Goiás, marido e fogão cada um conhece o seu ..srsrs

Brincadeiras à parte, é preciso que o bolo tenha um tom caramelado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dia Nacional do Café

Hoje é o  Dia Nacional do Café. O portal "Espresso" mostrou a lista dos cafés campeões do Cup of Excellence 2009, concurso que nasceu da iniciativa de produtores, especialistas e da Alliance for Coffee Excellence para selecionar os melhores cafés do país.
O portal dedicou-se a desvendar as caracteristicas mais importantes dos eleitos.
Segue a lista dos cinco melhores:

1º - OURO VERDE (nota: 91,08)
Aroma e sabor: cana-de-açúcar, mel, ameixa, sabor frutado, doce,açúcar  mascavo, muito agradável e perfeitamente equilibrado.
Corpo: Aveludado e concentrado
Acidez: Elegante e brilhante
Região: Piatã -Bahia- Chapada de Diamantina

2º - SANT'ANNA (nota: 90,83)
Aroma e Sabor: Floral, maracujá, framboesa, frutas amarelas e persistente.
Corpo: Amanteigado e bem estruturado
Acidez: Potente e brilhante doce
Região: Olimpio Noronha -Minas Gerais_ sul do estado

3º - RECREIO (nota: 89,42)
Aroma e Sabor: cereja, amora fresca e notas de frutas vermelhas
Corpo: Complexo e aveludado
Acidez: Alta e doce
Região: São Sebastião da Grama -SP - Mogiana

4º - MONTE VERDE ( nota: 89,15)
Aroma e Sabor: Frutado, maracujá e laranja
Corpo: Rico e concentrado
Acidez: Cítrica
Região: Carmo de Minas - Minas Gerais _ Sul do Estado

5º - CHÁCARA SÃO JUDAS TADEU ( nota: 88,88)
Aroma e sabor: Ameixa-preta, damasco e frutas vermelhas
Corpo: Cremoso e estruturado
Região: Piatã - Bahia - Chapada de Diamantina

Fonte: entretenimento@band.com,br

domingo, 23 de maio de 2010

Frase do Dia

" Fracassei em tudo que tentei na vida. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei alfabetizar as crianças,não consegui. Tentei fazer uma universidade séria, não consegui.
 Mas meus fracassos são minhas vitórias. Detestaria estar no lugar de quem me venceu.!"

Darcy Ribeiro

Video nas Aldeias

divulgação

Existe uma escola de cinema para Índios. E não é nova. Criada em 1987 a Vídeo nas Aldeias, tem patrocínio do Ministério da Cultura e entidades internacionais. Ela  equipa e treina índios de várias etnias para realizarem seus próprios documentários.  A ONG e Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias está distribuindo para escolas de ensino médio 3.000 exemplares da coleção Cineastas Indígenas: Um Outro Olhar. São vinte documentários em DVDs sobre cinco etnias brasileiras. A série de filmes é resultado do trabalho feito por índios de Mato grosso e Acre.
As escolas interessadas precisam apenas preencher um cadastro no site da ONG (www.videonasaldeias.org.br)
Fonte: Revista Raízes
Por Edgard Steffen

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Distinta Senhora

foto Gustavo Hamu
 Passei muitos anos de mal com Brasília cidade que vi nascer e onde morei por quase de vinte anos.
Recentemente estive lá e a revi  com outros olhos. Bateu uma saudade danada e uma vontade grande de  me retratar. Não é justo cobrar da cidade, uma responsabilidade que é do nosso voto.
Tentei imaginar como seria o Centro-Oeste do país se ela não existisse. Não consegui.
 Parabéns distinta senhora!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Caetanear


Luz do sol que a folha traga e traduz em verde novo
em folha, em graça,
em vida, em força, em luz...

Como querer Caetanear o que há de bom!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Água

 Li esta semana uma matéria na revista Horizonte Geográfico, que fala sobre o desafio de desenvolver práticas de irrigação que economizem água e aumentem a produtividade.  No percentual do uso de água no país, 2% é gasto com o abastecimento rural, 11% com o consumo animal, 11% no abastecimento urbano, 7% no uso industrial e 69% na irrigação.
No Brasil a área irrigada ainda é muito pequena e segundo o Ministério da Integração Nacional, dos 30 milhões de hectares que podem ser irrigados, só 4 milhões estão em produção. Que significa 5% da área plantada no Brasil mas que representam, 16% do volume de alimentos.
Mais números me deixaram surpresa como por exemplo o aumento da produtividade com a irrigação: o feijão 492%, o milho 177% o algodão 218% entre muitos outros. Mas assustada mesmo eu fiquei quando li que para produzir um quilo de arroz, gastam-se 1900 litros de água.
Informações e motivos de sobra para aprendermos a usar melhor esse precioso líquido!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bolinhos de Chuva

Temos aqui uma boa receita de bolinhos de chuva.
Testei, gostei e engordei muito rsrs.

Ingredientes:
3 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de leite
3 ovos
1 pitada de sal
Como fazer:
Numa vasilha passe pela peneira a farinha, o fermento o açúcar e o sal.
Em seguida coloque o leite e os ovos e misture a obter uma massa homogênea.
Para fritar:
Aqueça  (não muito quente) o óleo e frite as colheradas até ficarem dourados.
Escorra em papel absorvente e polvilhe com o açúcar e a canela misturados.
DICA INTERESSANTE:
Se quiser pode colocar rodelas de banana nanica dentro da massa e a cada colherada pegue uma rodela.

Pássaros da Mata Atlântica


Estivemos por uma semana em Camburi no litoral paulista e levamos a tiracolo uma inciclopédia de aves brasileiras do Johan Dalgas Frisch. Foram 7 dias alimentando e  observando pássaros da Mata Atlântica. Azuis turquesa, vermelhos, amarelos, pretos, verdes e tantos outros cinzas e marrons.
Saíra-Azul-Turquesa ou Saí Azul

Criamos tal relação de confiança, que era possível colocar um pedaço de banana no comedouro, sem que eles se assustassem  e voassem para depois voltar. Sem o movimento e o barulho de uma temporada e com uma incomparavel luz de outono,  foi simples estar por uma semana no paraíso!

domingo, 9 de maio de 2010

Inacreditável!

  Em recente matéria, o jornal o Estado de São Paulo informou que a cidade de São Paulo recicla apenas 1% do lixo que recolhe. Isto significa que em 20 anos do sistema de coleta seletiva, a cidade recicla apenas 280 g por mês por habitante. Já Porto Alegre recicla quase 5 vezes mais.
 Ponto para eles!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Programa de Índio

Todas as vezes que desço para o litoral norte, perto de Boraceia, me deparo com uma velha e  triste cena: índios sentados na beira da estrada, debaixo de chuva ou  sol vendendo palmitos, bromélias e artesanatos. São nativos da Aldeia do Rio Silveira, da tribo Tupi-guarani e todos tem um instigante semblante de desilusão.
 Eu me pergunto sempre sob que tutoria eles vivem. Onde moram? Em que condições?
Sabemos que hoje no Brasil  vivem, segundo a Funai, cerca de 460 mil índios distribuídos entre 225 sociedades indígenas, que perfazem 0,25% da nossa população. Também segundo o órgão existe mais uma população entre 100 e 190 mil índios que vivem fora das terras indígenas. É muito pouco  para um povo que já foi dono deste país. Estima-se que havia 5 milhões de indígenas na época do descobrimento e mais de mil povos.
Fica aqui uma sugestão: poderiam construir, ali mesmo onde eles ficam, uma pequena central de artesanato. Simples.De sapê, com banheiro e sombra.
PS.
No encerramento dos Jogos de Inverno deste ano no Canadá, vi dois caciques entrarem no estádio  com honras e postura de chefes de Estado. Pareciam tão orgulhosos de suas posições que me chamaram a atenção. Não sei como aquele país tratou ou trata seus índios. Não conheço a história. Mas seguramente não me lembro de ter visto em todos os meus anos de vida um cacique brasileiro naquele patamar. Nem com tanto orgulho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sabores em Risco

A revista Vida Simples deste mês traz uma matéria muito interessante sobre "Sabores em Risco".
São vários os fatores que colocam cerca de 800 produtos em uma lista mundial de alimentos com risco de desaparecer. O catálogo internacional chama-se Arca do Gosto e é um projeto da Fundação Slow Food pela Biodiversidade, presidida pelo italiano Carlo Petrini.  Nesta lista tem vários produtos brasileiros.
Vale ler a matéria e conferir a lista completa  no site www.revistavidasimples.com.br .
Vejam abaixo alguns produtos brasileiros em risco:
Cambuci
Castanha de Baru
Feijão-Canapu
Pinhão
Mangaba
Arroz Vermelho
Marmelada de Santa Luzia
Cagaita
Hoje indo para o trabalho me deparei com este ipê. Não resisti.
 Parei, tirei a foto e estou dividindo com vcs...

domingo, 2 de maio de 2010

CORA CORALINA

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Poetisa e doceira goiana (1889-1985). Começou a escrever quando era moça,
mas só teve seu primeiro livro publicado aos 76 anos.
Quando seu primeiro livro chegou às mãos
de Carlos Drummond de Andrade ela tinha quase 90.
 Ele foi o responsável por sua apresentação ao mercado nacional e
esta é a carta do poeta maior para ela.

Cora Coralina,
Não tendo o seu endereço, lanço estas palavras ao vento, na esperança de que ele as deposite em suas mãos.
 Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais. Ah, você me dá saudades de Minas, tão irmã do teu Goiás! Dá alegria na gente saber que existe bem no coração do Brasil um ser chamado
Cora Coralina.
Todo carinho, toda a admiração do seu
Carlos Drummond de Andrade

"Sou mulher como outra qualquer,
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades."

"Fiz doces durante quatorze anos seguidos.
Ganhei o dinheiro necessário.
Tinha compromissos e não tinha recursos.
Fiz um nome bonito de doceira, minha glória maior."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ganhadeiras de Itapuã

Olhem essas saias, não são de princesas??????
Lindas!!!!!!!!!!!!


Numa das minhas viagens a Salvador- Bahia- conheci as Ganhadeiras de Itapuã. Um grupo fundado com a finalidade de resgatar  e preservar as antigas tradições do bairro. O trabalho envolve música, dança e encenações relembrando situações vividas pelas negras de ganho de Salvador do século XIX. O grupo tem 40 integrantes entre homens, mulheres e crianças.
Um pouquinho da História..
Até 1940 Itapuã era uma pequena aldeia de pescadores e dois grupos se destacavam no trabalho: os pescadores e as ganhadeiras. Eles pescavam e elas eram as responsáveis por grande parte da comercialização do pescado. Elas caminhavam cantando pela praia com gamelas  na cabeça, levando frutas e peixes que seriam vendidos na Baixa dos Sapateiros. Lindas!!!!
A esse grupo minha reverência e muito axé!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ipês

Sou louca por ipês. Amarelos principalmente.
 Ontem passei por uma rua de São Paulo e vi o primeiro ipê roxo florido deste ano. Fiquei tão atarantada, que não me lembro onde foi.
De agora em diante, eles começam a florir. Primeiro o roxo e o rosa. Depois,  em meados de Agosto explode o amarelo. Em Outubro e Novembro vem o cor-de-rosa claro. E ainda o branco, mais raro e mais acanhado, mas nem por isso menos bonito.
 Dizem que tem um chamado púrpura e que só tem em Minas Gerais. Nunca vi.
Um dia pensei em fazer um livro sobre os ipês brasileiros. Na primeira pesquisa me deparei com uma quantidade tão grande de espécies deste gênero, que imediatamente reconheci a minha incompetência para tal. Algumas fontes falam em mais de 200espécies, com várias cores de flores, mas nem todas são conhecidas popularmente como ipês. Quem é do centro-oeste brasileiro conhece o ipê também como pau-d'arco.
Se alguém conhece ou tem uma foto do ipê purpura, mande informações.